Sunday, 5 March 2017

Um combo de marisco e espumante na Invicta

Adoro o que fizeram em alguns dos antigos mercados das nossas cidades. Se verdade é, que há o risco de descaracterizar espaços tradicionais, por outro lado foi a (única) forma de revitalizar locais, muitos devolutos, e entregues à desertificação. Aceito que cada caso é um caso, e no caso do Mercado do Bom Sucesso, em plena zona da Boavista na naçon azul e branca o resultado é fantástico. Um outrora espaço sem carisma passou a hot spot da cidade onde não falta oferta para todo o tipo de tapas, petiscos e bebidas.


Nome: Mariscaria Bom Sucesso & Tendências à Mesa
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: Mercado do Bom Sucesso, zona da Boavista, Porto
Comentário: esta minha prosa de hoje não se refere a um estabelecimento específico ... quer dizer, claro que é relativo a uma, ... não, ... duas, casas do espaço Mercado do Bom Sucesso, um exemplo como o próprio nome remete, de sucesso de reabilitação urbana que tem atravessado as nossas urbes nos ultimos tempos. O edifício, outrora usado para a comercialização de todo o tipo de frescos e viveres, foi convertido num espaço com lojas dedicadas à cultura e moda, uma imensa praça da alimentação e onde não falta um trendy hotel, o Hotel da Musica.
Nessa praça da alimentação, pode o comensal/veraneante encontrar todo o tipo de oferta gastronómica do sushi ao leitão, doçaria de todo o tipo e bebidas. Espumantes? Há! Gin? Fácil. Vinho? Tinto, branco ou rosé? Em dias da semana, principalmente à hora de almoço, o espaço está constantemente congestionado, mas fora dessas horas e mesmo ao fim de semana, facilmente se arranja uma mesa. A minha proposta de hoje é um combo de marisco com um bom espumante da Bairrada. Soa bem, não?
O marisco fica a cargo da Mariscaria do Bom Sucesso, um branch do grupo que detém a marisqueira Gambamar, alvo de um post passado. Uma sapateira recheada, gambas e perceves cuja frescura é mais que evidente, por 17€. Mesmo em frente encontramos o Tendências à Mesa, uma especie de wine e cocktail bar, onde podemos adquirir uma 0.75cl de Quinta Mata Fidalga, um espumante de entrada de gama, fresco e com boa acidez pelo preço de 8€, onde não faltará o frappé com gelo para manter a temperatura nos ideais 6º - 8ºC, a temperatura indicada para este Bairrada.
Contas feitas, por 25€ conseguimos fazer uma bela tainada de marisco e espumante, que para petisco ou mesmo como refeição ligeira dá perfeitamente para dois, por isso o custo vem para metade. Vale bem a pena!
Repeteco? Sem dúvida!


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Tuesday, 28 February 2017

O Minho no coração de Lisboa

Ali bem no centro de uma das mais nobres zonas da nossa cidade capital, imagem de uma modernidade e crescimento de outrora, encontramos um spot de carisma inegável que reza a história foi fundada por minhotos que tentaram a sua sorte na metrópole há já largos anos e que quiseram deixar a marca das suas origens no nome da casa da qual hoje falaremos. Rumemos ao bairro de Alvalade, Lisboa. 




Nome: Os Courenses
Data da visita: Novembro de 2016
Localização: bairro de Alvalade, Lisboa
Comentário: como é e esperar o estacionamento está entre o impossivel e o obrigatoriamente pago, dada a localização da casa, a qual tinha sido nomeada para um almoço de recobro e recompensa depois de uma longa e dura manhã. A lotação da sala de dimensões generosas e com uma decoração a privilegiar a acomodação de um grande numero de comensais, é o primeiro sinal que as expectativas não seriam defraudadas. A clientela era bastante diversificada, desde os suits evidentemente em almoços de trabalho, aos casais de idosos prováveis residentes da zona, a usufuir da sua refeição na maior das calmas. A espera portanto, é a modos que inevitável.
Sentados e instalados, somos atendidos por um energético funcionário que adivinhando os nossos pensamentos  deixa na mesa uma cesta de pão fesco e queijo fresco com o verdadeiro acessório de degustação, entenda-se o sal e pimenta. Deu para enganar a (muita) fome enquanto avaliavamos a ementa, bastante diversificada tanto em peixe como em carne e toda ela à volta dos simples e honestos pratos da comida tradicional portuguesa!
A minha opção foi para o very tradicional lombo de porco assado com arroz e batata assada, fazendo-se acompanhar por umas migas de grelos e feijão frade e por uma fatias de um suculento tomate coração e boi, visivelmente de produção caseira, daqueles que dá vontade de comer ás fatias per si só.
Nada de mau a apontar. A simplicidade e honestidade (falarei aqui um dia melhor do conceito de honest food) do prato, pleno de sabor, mais parecia remeter para um almoço em família ao Domingo, do que propriamente a um almoço em dia de trabalho na movimentada Lisboa. A carne estava assada no ponto, não estando nem um pouco seca. Há arte e mestria com certeza. Bom, bom, bom.
Para acompanhar, foi depositada toda a confiança no vinho de recomendação do dia, um Terras de S. Miguel, oriundo do Dão. Um tinto cheio de estrutura e taninos que conseguiu domar na perfeição o prato. Não conhecia este rótulo, reconheço ... há que valorizar quem dá a conhecer vinhos menos conhecidos das regiões menos consensuais.
A finalização coube ao tradicional doce da casa, também o tradicional triunvirato de natas, doce de bolacha e leite condensado. Muito bom mesmo, com evidente mão doceira. Entrou para o meu top  dos tradicionais doces da casa.
A conta ficou a rondar os 20€/pax, um valor não propriamente baixo, para um spot do dia a dia, mas que valeu cada cêntimo ... bom, muito bom.
Repeteco? Sem duvida! Uma referência a reter para quando estiver na zona.


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Thursday, 2 February 2017

Petiscos & Petiscos, Tomo I

Andava já há algum a ponderar dedicar uma serie de capitulos, a casas de pasto onde poderá o comensal picar uns petiscos e bebericar umas pomadas, em fim de tarde ou mesmo a meio da manhã. Na pratica uma versão menos "amaricada" (desde já as desculpas à comunidade LGBT, pela utilização do termo) dos brunchs que populam nas nossas cidades. Se para si, um petisco é uma fatia de quiche de espinafres, uma salada de fruta e um sumo detox...então isto não é para si!


Nome: Taxca A Badalhoca, na Baixa
Data da visita: Outubro de 2016
Localização: Baixa do Porto
Comentário: A Badalhoca é uma das mais carismáticas casas da Invicta. O nome em si, já eu vi e ouvi, é a modos que assustador para alguns ... afinal de contas o termo "badalhoca" remete para imagens mentais a modos que desagradáveis, ainda para mais num estabelecimento de restauração. Mas pode o leitor/comensal estar descansado, pois a casa cumpre todos os requisitos de higiene da restauração moderna ... é só mesmo um nome.
A casa-mãe da Badalhoca está localizada para os lados da Boavista, porém este fight teve lugar na sua subsidiaria, mais recente, na zona da baixa do Porto, na Rua da Picaria, bem no coração da louca movida da cidade. Pode portanto contar com uma clientela jovem e muito turista de smartphone na mão com o Tripadvisor a bombar!
O serviço funciona numa logica de escolha dos pratos e pagamento ao balcão, ficando a cargo do cliente a instalação numa mesa, tarefa nada facil devido ao elevado numero de clientes para a dimensão do espaço. Aliás, este foi o aspeto que menos me agradou, pois não acho particular piada quando chega ao momento de um refill da caneca de espadal, ter de levantar para ir para uma fila que poderá ter um comprimento razoável para depois regressar.
Como o momento era de lanchinho pré-jantar, a escolha foi para a inevitável sandes de presunto, a imagem de marca da casa e um pijaminha de pestiscos:

  • bacalhau desfiado com cebola e grão de bico
  • orelheira com salsa e cebola
  • polvo com salsa e cebola
Tudo bom e com bastante sabor. Nada de negativo a apontar. A sandes de presunto conseguiu passar a mensagem e justificar porque deu nome e trouxe fama a esta casa. Like!
Tudo isto a acompanhar por vinho espadal servido fresco e em canecas de cerveja, uma forma atipica de servir vinho. Like de novo!

No final, a conta ficou a rondar os 10€/pax, um valor justo e alinhado com o mercado. 
Repeteco? Sem duvida. Se andar pela baixa do Porto e o ratinho aparecer, a Badalhoca é uma escolha acertada.


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Sunday, 15 January 2017

Tradição com estilo na terra dos pastorinhos

Responder se em Fátima se come bem, é para mim um pergunta nada fácil de responder. Estratégicamente localizada no centro do país, com faceis acessos por auto-estrada, principal ponto de peregrinação e turismo religioso há centenas de casas e restaurantes onde é possivel usufruir de uma refeição. Grande parte são armadilhas à espera do cliente de 1ª e unica vez, mas seja feita justiça, não são todos assim. Este relato será sobre um spot previamente recomendado, já com alguns anos de porta aberta, à saida de Fatima em direcção a Mira de Aire.

Bacalhau com natas e camarão

Nome: Tia Alice
Data da visita: Setembro de 2016
Localização: Fátima
Comentário: a configuração do edifício onde se localiza o Tia Alice, não é facil de interpretar à primeira tentativa, pois para se aceder à sala de refeições é necessário descer para o piso inferior e aguardar junto a uma porta que sejamos recebido pelo staff.

Cheguei inclusivé a pensar se não me teria enganado na porta, porém rapidamente somos abordados por uma funcionária que nos avisa que a casa está cheia mas que aguardassemos que iriam abrir uma nova sala para nos instalarmos. Deu para perceber que estava casa cheia e que reserva é sempre aconselhável. Aguardamos uns bons minutos que aproveitamos para apreciar a decoração onde constavam algumas pinturas. Entretamos somos conduzidos para a sala, que ao momento e por ter sido aberta com o propósito de nos receber, estava completamente vazia e em modo de exclusividade para nós. A decoração, muito cuidada e com predominância dos tons claros como o branco, pastel e creme ajudavam a uma boa  luminosidade da sala, com vista para um jardim lindíssimo.
Manteiga de alho e manteiga natural
O esmero na decoração estendia-se às loiças e roupas usadas nas mesas ... e começamos então a pensar em quanto ficará a conta no final disto tudo!

A carta é de comida tradicional portuguesa e não sendo muito extensa possui alguma diversidade de carne e de peixe. 
Pormenor da loiça para crianças
A escolha foi para o prato especialidade da casa, o bacalhau com gambas gratinado no forno e para a açorda de bacalhau.


O bacalhau estava bastante bom com as gambas de bom calibre cozinhadas no ponto, estando ainda bastante rijinhas, ao meu gosto. Foi servido com grelhos salteados, cuja acidez ajudou a equilibrar a gordura das natas. A dose, para duas pessoas, era suficiente para saciar dois bons garfos.
Também a açorda de bacalhau agradou bastante. Cheia de sabor, foi servida num tachinho de barro que lhe conferiu um ar castiço.

Bacalhau com gambas gratinado

Açorda de bacalhau


A carta de vinhos, acompanhando as restantes linhas orientadoras da casa, tinha grandes nomes da enologia portuguesa com preços a acompanhar a grandeza dos mesmos, o que ajudou a optar pela sugestão da casa, um Herdade de Grous single oak com o nome da casa, uma das opções mais em conta de toda a lista. Comparativamente, entenda-se ... pois o "em conta" traduz-se em 20€ por garrafa. Mas que não fiquem dúvidas que a fruta e os bons taninos deste portento alentejano estiveram mais do que bem a domar os dois pratos de bacalhau. 

Queijo
As escolhas para o encerramento foram para o leite creme, evidentemente acabado de queimar e para o prato de queijo com figos pingo de mel, compota e tostas. O queijo foi um preciosa ajuda para garantir que nem uma gota do Grous voltava para trás. 
Leite creme

Tudo delicioso e sem nada a apontar!

A conta foi ao encontro das expectativas que se foram formando ao longo fight ... 30€/pax! E só não foi mais, pois num grupo de cinco havia duas mulheres e uma criança, pois se assim não fosse não tenho qualquer duvida que a coisa pudesse facilmente chegar aos 40 e tal por pessoa!

Repeteco? O Tia Alice, é um bom restaurante. Boa comida e excelente serviço, mas os preços são demasiado elevados. Ali bem perto no Crispim também se come muito bem e bem mais em conta.

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Saturday, 7 January 2017

Escondidinho no Barreiro

A noite era para o cumprimento de uma promessa relativa a uns lombinhos "top e completamente fora do normal". Rumamos a essa ribeirinha localidade que é o Barreiro e por ruas e ruelas chegamos ao dito spot. Tire a gravata e ponha-se confortável.






Nome: Altinho da Recosta
Data da visita: Outubro de 2016
Localização: Barreiro
Comentário: localizado bem no miolo do Barreiro encontramos o Altinho da Recosta, um spot que à primeira vista mais parece um café do que um restaurante. E está correto, pois a está mais próximo de uma casa de petiscos e copos do que propriamente de um restaurante na verdadeira essência da palavra.  O interior é simples e despretensioso ao máximo, composto pelos minimos para a operacionalidade do negócio. Quem recebe e serve, e pelo que pude perceber orienta a cozinha, é o proprietário, de nome João, cujo primeiro relance despoletou de imediato uma viagem aos meus tempos do ensino secundário, numa típica escola da periferia de uma grande cidade com as tribos urbanas bem vincadas e diferenciadas ... no seu look "metaleiro", não faltava o corte de cabelo à Jason Newstead (Google it, se não sabe do que falo) e a t-shirt com motivos alusivos ao death metal.
Sentados e instalados, não perdemos tempo na analise à carta, que já agora era inexistente. Arrancamos logo com o prato flagship da casa, nos seus dois flavours: os lombinhos de posrco com molho de tomate e com molho de mostarda. Em menos de nada ambos os petiscos são dispostos na mesa, servidos nuns pratos de barro, com o molho a borbulhar a atestar que foram acabados de confeccionar. No topo, queijo ralado, ficando a cargo da comensal a tarefa de envolver no molho e  nacos, de modo a criar uma pasta consistente.  Gostei bastante de ambos, tendo a minha preferência recaído para a de tomate ... porém é uma questão puramente de gosto pessoal. Acompanhava com batatas fritas, feitas na hora ornamentadas com "nozes" de maionese e ketchup
Para moer este cocktail  de delicioso colesterol, fomos numa litrada do tinto da casa, ali da zona do Poceirão. Aromático e frutado, servido em copos de caña, que ali o mais sai é a jola. Sem problema, pois soube bem na mesma.
Apesar de saciados, houve ainda espaço para a sobremesa cuja escolha foi para umas ameijoas à bolhão pato. Bem feitas e temperadas com umas gotas de limão, fecharam bem o respasto.
O avançar da hora obrigou ao pedido da conta, que rondou um valor de 16€/pax, que considerei justo.
Repeteco? Dada a natureza nutricional do petisco, que dá o nome à casa, não será algo a fazer com frequência, mas a simpatia e o sabor do petisco faz um ... SIM.


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Tuesday, 27 December 2016

Best italian ever!

Esta minha narrativa, levar-nos-á até Aveiro, a Veneza de Portugal. Uma cidade jovem, moderna e vibrante onde encontramos praias, natureza, cultura e diversão. E onde se come muito bem! Não, não iremos hoje aqui falar de peixe, onde Aveiro marca pontos, mas sim de um italiano, que à falta de melhor adjetivo, simplesmente direi ...  fantástico!







Nome: La Mamaroma
Data da visita: Setembro de 2016
Localização: Aveiro
Comentário: o La Mamaroma é para mim, há já alguns anos, uma das escolhas obvias para repasto em Aveiro. É um restaurante italiano, localizado numa das muitas ruas invadidas pelos canais da famosa ria que partilha o nome com a cidade, com uma entrada discreta. Deixo desde já o alerta que reserva, mais do que aconselhável, é mesmo obrigatória especialmente em noites de fins de semana. A decoração tende para o rústico, onde não faltam as toalhas com padrões de xadrez, e um grande forno a lenha bem vísivel a partir da sala, onde são confeccionados os pratos.
Depois de uma breve espera, e reforço de novo a necessidade de assegurar reserva, antes de o comensal se aventurar em direcção ao spot, somos recebidos e instalados por um staff bastante atencioso e eficaz. A carta, além das tradicionais pastas, pizzas e risottos, possui outros pratos de carne e peixe em que a inovação e a diferenciação, seja pelos ingredientes ou pela forma de confeccionar, é traço comum a todos eles. Para este fight a escolha recaiu no Penne Primavera, um dos meus favoritos da lista, e um naco na pedra, um dos pratos bandeira da casa.
Enquanto aguardavamos pela pratos principais, fomos enganado a fome com umas entradas compostas por presunto, azeitonas, paté de atum, manteiga com ervas aromáticas e uma especie de focaccia com topping  de queijo e e fiambre. Tudo estava muito bom.
Em tempo razoável, os pratos principais são servidos. O Penne Primavera, um gratinado de massa penne com bacon, cenoura, alface e queijo, estava simplesmente divinal. Cheio de sabor e a massa cozida no ponto, ligeiramente al dente, como eu gosto. O naco, um portento pedaço de carne de vaca tenro e de alta qualidade servido numa pedra a ferver temperado apenas com sal e alho, permite ao comensal controlar o ponto de cozedura, ao seu gosto. Acompanha com batatas fritas e três molhos, para ir mergulhando a gosto. De novo, apenas coisas muito positivas a apontar.
Ao contrário do que é minha pratica habitual em fights, no Mamaroma opto quase sempre pela sangria ... desta, a de espumante, mas recomendo a de morangos, em minha opinião a melhor, porém a mais cara. Mas vale bem a pena, pois arrisco dizer ser uma das melhores sangrias que já provei.
As doses são generosas, ao ponto de simplesmente não haver espaço para a sobremesa ... que recomendo vivamente, pois as sobremesas seguem a linha da casa, ou seja são de uma forma geral todas elas fantásticas.
Finalizado o repasto, eis que chega o momento de pedir a conta, que rondou um valor de 25€/pax. Não é um sítio barato, mas compensa pela qualidade. Vale cada cêntimo!
Repeteco? Sem sombra para dúvidas. Aveiro é sinónimo de Mamaroma!

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Sunday, 27 November 2016

Nova surpresa em sítio improvável

Hoje é novamente dia de prestar serviço público de forma simples e direta! E que quero dizer eu com isto? Que nem sempre este vosso contador de histórias do tacho, vos apresenta spots de glamour, style ou swag, e hoje é um desses dias, ... mais ainda em semana de atribuição de estrelas do mais famoso guia gastronómico ao nível planetário. Yep, hoje levar-vos-ei a um sítio para comer bem, a bom preço e onde não precisa de levar a sua melhor camisa!



"pomada" da casa. fiquei sem saber se o "Baioxo" era defeito ou feitio

Nome: Vanipal
Data da visita: Agosto de 2016
Localização: Nogueira da Maia
Comentário: ao contrário do que é costume nestas minhas histórias, não iniciarei a narrativa com uma breve descrição das belezas naturais que podeis encontrar pelas paragens ... e porquê? Porque em Nogueira, na Maia, não há propriamente nada de interessante para descrever ... ou se mora por lá ou se lá vai em trabalho. Não estou a dizer que é um lugar parado, note-se, bem pelo contrário! Há imensa industria e parques empresariais pelo que o tipico veraneante, achará util esta informação ... acho eu.
Devo ter passado, umas milhares de vezes pela casa Vanipal, e sempre tive a perceção que aquilo era um café, apenas. Estive redondamente enganado, e só recentemente fui alertado que serviam refeições e que o feedback era bem positivo.
O edifício é uma daquelas típicas moradias em que no piso térreo funciona a casa comercial. Á entrada, encontramos uma esplanada com meia dúzia de mesas, sob uma ramada, criando um espaço espetacular para almoços ou jantares em dias de calor. Como a metereologia do dia da visita o permitia, todas estas mesas estavam ocupadas, obrigando-me a recolher ao interior da casa. A decoração é simples e funcional e a área bastante generosa. Ao fundo, uma imensa grelha, à vista de todos, onde era possível acompanhar a confecção dos grelhados que dão nome à casa. Esta é uma casa de gestão familiar, pelo que o staff é composto pelas duas gerações da família.
Sentados e instalados, vamos diretos à picanha, sem sequer avaliar o resto da carta. A carne é grelhada ali mesmo a escassos metros, na dita grelha bem à vista dos comensais. Sendo um dos pratos "rápidos" a sair, em menos de nada é-nos servida uma dose bastante generosa de finas fatias de carne de picanha, bastante saborosa e cozinhada no ponto! Reforço aqui a generosidade da dose: foram servidos 6 fatias por pessoa, com dimensão razoável! Provavelmente, nem o mais capaz triturador de carne conseguirá aniquilar a totalidade da sua dose.  Acompanhou com a tradicional batata frita, arroz branco e feijão preto. Valores tradicionais, portanto, sem laivos de inovação ... mas para quê mexer em algo que funciona, certo? Também as guarnições denotavam evidente qualidade e cuidado na sua confecção. Nada a apontar. Simples e a funcionar!!
Para acompanhar, e porque o dia era de calor, a escolha foi para o branco da casa, uma produção própria como era facil avaliar pelo rótulo, que pelo pico e acidez diria que a sua origem seria alí para os lados de Felgueiras ... um verde de transição, portanto. Cumpriu a tarefa de domar a gordura do prato. E a 4.50€ pelos 0.75cl, faz da escolha do da casa uma opção sensata e segura.
Para finalizar, porque o dia era quente e as 6 fatias de picanha deram luta (ninguem conseguiu "matar" as suas 6 fatias), a escolha foi para uma fatia de melão, também ela de dimensões XL que deu para 2 pessoas. Maduro, doce e fresco.
A conta rondou um valor de 13€/pax. Um valor justo e que faz do Vanipal uma opção válida para quem quer comer bem e não pagar muito.
Repeteco? Sim, voltarei!


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Sunday, 20 November 2016

Sabores e experiências no Douro ...

Já aqui falei do Douro e como há todas as condições para se tornar na próxima Toscana ou Rioja da Europa. É só manter o rumo e manter a sua genuinidade.




Nome: Cacho D'Ouro
Data da visita: Junho de 2016
Localização: Peso da Régua
Comentário: chegar ao Douro é um momento carregado de magia. Longe vão os tempos que o acesso à região era feita com muitas horas de viagem na serpenteante EN108. Hoje é possivel chegar à Régua por auto-estrada, mas ainda assim a chegada à porta do Douro, é sempre um momento pleno de mística. É na Régua que sentimos ter chegado à região vinhateira, onde o vinho assume o seu papel de motor da economia local ... e com o vinho vem a gastronomia.
Por sugestão de um local lá rumamos em direção ao Cacho D'Ouro, no centro da cidade, assim a modos que escondido. O espaço é grande e a decoração é simples, funcional e despretensiosa. O staff esse, simpático e com vontade de bem receber, atitude habitual um pouco por toda a região.
Enquanto percorriamos a carta, para escolher o petisco que iria celebrar o dia, pedimos um prato de petinga, boa e fresca com um sabor forte a vinagre, amiga do meu palato mas que reconheço poder não ser do agrado de todos.
Voltando à carta, essa possuía alguma diversidade tanto em pratos de carne como de peixe, e como de outra forma não podia deixar de ser, uma montra da cozinha típica portuguesa. A escolha foi a modos que consensual e recaiu no polvo com migas. Acompanhava com batata assada e legumes, bem acondicionados com azeite de qualidade. O polvo estava cozinhado no ponto e bastante tenro, bem envolto nas migas que beberam o azeite e davam uma oleosidade aromática ao prato. Bem conseguido, reconheço. A generosidade das doses era equilibrada.
Para a escolha do néctar, nem foi preciso recorrer à lista. O tiro foi certeiro ao branco da casa, sem marca, naturalmente da região, cuja acidez equilibrada compensou bastante bem a gordura do prato. Acho simplesmente delicioso, o conceito de existir uma região, em que o vinho da casa é seguramente caseiro e elaborado nas redondezas ... e consegue competir perfeitamente com referências de marcas e valores bem mais elevados. Fantástico!
Para finalizar, uma tarte de chocolate, que estava boa sem deslumbrar. Provavelmente seria de fabrico caseiro, mas não ficou propriamente gravado na minha memória. Cumpriu.
Não faltou, o copo de vinho do Porto de oferta, algo também muito comum nas restaurantes da zona. Pela cor e pela boca, provavelmente seria também este um vinho de lavrador. Simpes, honesto e direto.
A conta, ficou por um valor a rondar os 17€/pax, um valor justo e que não chocou minimamente face ao repasto que proporcionou.
Repeteco? De uma forma fria a analitica: a comida estava boa, nada de negativo a apontar ao serviço e o preço reflectiu com justeza o resultado do fight. Porém o Cacho D'Ouro está a escassos metros de um dos melhores spots da Régua, a Tasquinha, com comida superior e a preço ainda mais competitivo. Nas minhas visitas à Régua darei preferência à Tasquinha, e só optarei pelo Cacho D'Ouro em caso de indisponibilidade desta.

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Monday, 14 November 2016

De volta ao verde Minho

Já aqui falei, em fights passados, sobre a bela localidade de Fão, concelho de Esposende, um paraíso na terra, onde há mar, rio e campo ... a uns rápidos 50kms da naçon azul e branca, já em pleno Minho, o verde Minho.






Nome: Tio Pepe
Data da visita: Junho de 2016
Localização: Fão, centro da vila, ao lado dos Bombeiros
Comentários: admito desde já que a visita ao Tio Pepe não foi a escolha inicialmente planeada para o fight do dia ... essa, a escolha, tinha sido a Lareira, que por motivos de lotação teve de declinar a minha proposta de presença na casa. Ora, a escassos metros do outro lado da rua localiza-se o afamado Tio Pepe, uma casa por demais conhecida na zona e não só, vindo gente da não muito longe Braga de propósito para degustar o prato-rei da casa, as costelinhas de porco.
A casa já é antiga e está ao momento sob gerência dos filhos do, se não fundador, o proprietário que mais nome trouxe à casa. As diferenças desses tempos para os atuais são bem visíveis no decor e nível de serviço que o staff aplica. A casa está mais moderna, o staff mais profissional e a propria carta mais abrangente e cuidada, sem nunca descurar ou desligar do nome que a fez.
Mal entramos, somos encaminhados por um empregado cordial e agradável para uma mesa que em poucos minutos tinha uns petiscos para entrada:
- salsinha crioula grelhada
- chouriço assado
- azeitonas
- favas
- pão fresco e manteiga.
Nada de negativo a apontar. Tudo fresco e de qualidade. As favas estavam apuradas e com bastante sabor.
Para os pratos principais, a escolha foi para um pijaminha de 3 peças:
- Costelinhas. Boas. Não as melhores que já comi, mas boas.
- Arroz de pato. O arroz estava um pouco cozido de mais mas tinha bastante pato.
- Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão. Again, boas, mas não as melhores que já comi.
Para acompanhar este pijaminha, foi chamada ao serviço uma 0.37cl de Cadão tinto, um importado de S. João da Pesqueira que mostrou força e taninos suficientes para lidar com esta paleta de sabores. Verdade, quebrei a minha pratica de optar por vinhos da região, mas estava em terras de vinho verde que honestamente não achei a escolha apropriada ... daí ter ido até ao Douro.
Para finalizar, um crumble de maçã, que estava bastante bom e conseguiu dar aquele toque doce ao repasto.
A conta essa, ficou a rondar os 17€/pax, um valor muito em conta, considerando o espaço, o serviço e a qualidade geral da comida.
Repeteco? Pelas minhas palavras acima escritas, jamais alguem diria que esta seria uma das mais dificeis avaliações que já fiz, pois não há nada especificamente, que se possa dizer que estejam a fazer mal. Porém está a escassos metros da Lareira e a minha preferencia recai sobre esta. É simplesmente superior. Só posso, portanto concluir que apenas regressarei ao Tio Pepe, se não conseguir mesa na Lareira. Fui!

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Saturday, 12 November 2016

Mais uma história de peixe em Matosinhos

Falar de peixe em Matosinhos é como falar de praia no Algarve ou de neve na Serra da Estrela. Mais uma vez rumamos à mui famosa Rua Herois de França, que para quem não conhece é a tal rua junto à lota, um melting point de spots onde o peixe é rei, e que  ajuda claramente Matosinhos e reclamar o pódio da cidade portuguesa com maior concentração de restaurantes e o status de ser a Meca dos amantes de peixe e mariscos.





Nome: Tito II
Data da visita: Agosto de 2016
Localização: Matosinhos, junto à lota
Comentário: este fight bem podia ser um quase-repeteco, no sentido que o spot visitado é o bem conhecido Tito II, uma das mais antigas e reputadas casas de peixe e marisco da zona, que não é nem mais nem menos que a casa-irmã do Tito I, anteriormente visitada e publicada aqui.
A experiência de visitar este ou qualquer outro restaurante nesta zona da cidade, começa desde logo com a chegada ao local, de estacionamento dificil, e no percorrer a rua com um sem numero de grelhas a carvão no próprio passeio e esplanadas, que são a escolha acertada quando a metereologia assim o permite. Em cada porta há um spot, onde não falta o típico empregado por norma de sotaque carregado a tentar convencer que a sua casa tem o melhor e mais fresco peixe. No final da rua a nossa própria roupa, depois de passar por tanta grelha e debitar fumaça, já empregnou uma boa dose dos aromas do que melhor se faz por alí. É caso para dizer que levamos connosco no corpo, um pouco de Matosinhos ... literalmente! É algo unico e que deve fazer parte do curriculum de qualquer amante da gastronomia ... ou foodies como são hoje em dia chamados.
Chegados ao Tito II, somos imediatamente instalados, o que considerei um tiro de sorte, pois é comum a casa estar lotada e esperar, é a unica solução. Desta não estava lotada, mas quase. A decoração é simples, funcional e despretensiosa. O staff, esse é eficaz e visivelmente habituado à azáfama que se fazia sentir.
Com algumas entradas básicas na mesa, tais como pão e azeitonas somos convidados a perscrutar a carta que sem surpresa é baseada em peixe e mariscos, se bem que com algumas opções de carne.
A ementa para o dia estava a modos que previamente escolhida, e seria uma cabeça de pescada cozida com batatas e legumes, porém somos gentilmente alertados pelo empregado que esse prato demora cerca de 30min a confeccionar e que sugeria que em situações futuras houvesse um telefonema prévio de alerta. Fica desde já a dica para o comensal/leitor, se for amante do prato.
Aceite a dica avançamos para uma meia garoupa de alto calibre, de mar naturalmente e uma dourada.
Em menos de nada os peixes estavam a ser servidos, e sem surpresa nada de negativo a apontar. A frescura era mais do que evidente, sendo ambos os peixes de um branco imaculado, grelhados no ponto, nada secos dos quais saiam lascas ao toque do garfo. Top! Acompanhavam com batatas assadas e legumes cozidos ligeiramente salteados em azeite de qualidade. Divinal!
Para casar este prato do mar, optamos por um Mural 2015, um branco de entrada da Quinta do Portal. Uma frescura vinda do Douro que se mostrou mais do que à altura do repasto.
Os mais de 2kg de peixe, dos quais nem uma grama ficou na travessa, não deixaram espaço para sobremesa, pelo que saltamos diretos para o café e conta. Essa ficou a rondar os 23€/pax, um valor que em termos absolutos não é propriamente baixo mas que está alinhado com a restante oferta da zona, e diga-se bastante justo para a qualidade apresentada.
Repeteco? O Tito II é ponto de paragem regular nas minhas incursões por Matosinhos. Voltarei e recomendo vivamente a quem não conhece.

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Sunday, 6 November 2016

Um petisco convincente em Arouca

Terra de muitas qualidades, Arouca é muito mais do que seu monumental convento, a magnifica carne que carrega o seu nome ou mesmo mais recentemente, terra que produziu um dos mais infâmes cop killer e mestre da fuga que tanta tinta faz correr atualmente e proporciona horas e horas de emissão televisa na CMTV! Localizada no interior do distrito de Aveiro, Arouca é lugar de transição entre o litoral e o interior.





Nome: A Tasquinha da Quinta
Data da visita: Setembro de 2016
Localização: Arouca
Comentário: localizado nas ruelas interiores da vila de Arouca, mesmo perto dos Paços do concelho facilmente encontramos A Tasquinha da Quinta. O Estacionamento não é facil, pelo que deverá o leitor/comensal preparar-se para uma curta caminhada, que agradecerá aquando do regresso ao carro para ajudar a moer a refeição e o verde tinto.
A sala é de dimensão média e com uma decoração mista entre o moderno e o tradicional. Logo à entrada deparamos com a cozinha, protegida por um vidro estilo montra onde podemos observar a azáfama do seu staff  e a grelha a carvão onde são confeccionados os grelhados. Bom sinal, para quem acredita que quem não deve não teme e quem se expõe assim não tem nada a esconder!
Esta visita foi a um dia da semana, pelo que encontramos na sala um misto de comensais claramente em trabalho, na sua pausa para almoço com locais mais ou menos novos simplesmente a usufruir de uma refeição. A carta espelha esta configuração de clientes, pois encontramos pratos de diária assim como pratos à carta.
Para o fight a escolha caiu numa dose de tripas, muito bem servida, em tacho de barro cheia de sabor e fortes aromas. A dobrada, ou os callos como chamam os nuestros hermanos, estava bem cozinhada e tenra. O feijão, cozido no ponto, era evidentemente fresco e não de lata. Acompanhava com um arroz branco sequinho, com um bom sabor a louro e alho, criando um conjunto que funcionava muito, muito bem.
Para o aconchego final, como não poderia deixar de ser, optamos pela rainha da terra ... a vitela arouquesa assada no forno. Servida com batata assada e grelos em caçarola de barro, a carne desfazia apenas com o toque da colher. Assada no ponto certo, não estava nem um pouco seca! Divinal a mostrar o porquê da carne arouquesa ter ligar cativo no podio das melhores carnes deste nosso Portugal!
A generosidade das doses, essa deixo os registos fotográficos falarem por sí. As duas doses serviram de sustento a três comensais vividos nestas andanças, com carne a sobrar ... um pecado, mas não dava para mais!
Para maridar com toda esta carne e paleta de sabores, tomamos a decisão ousada de optar pelo verde tinto da casa, um néctar produzido na terra. Arouca é nos vinhos também uma terra de transição entre os vinhos verdes e os maduros que a poucas dezenas de quilometros são produzidos em terras do Dão a leste ou da Bairrada, a sul. A pomada, aromática e com a acidez bem controlada é prova que os vinhos verde tintos estão a renascer e que poderão ser a proxima new thing no que a enofilia diz respeito.
Apesar do pouco espaço ainda disponível, lá conseguimos acomodar a sobremesa, o doce da casa. Uma especie de bavaroise de morango. Estava boa sem deslumbrar ... uma escolha ousada no minímo para doce da casa.
As boas supresas continuaram com a conta: um valor a rondar os 13€/pax, faz da Tasquinha da Quinta um campeão da relação preço/qualidade.
Repeteco: comer assim por este preço?! Hell yeah! Voltarei e recomendo uma visita.



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