Saturday, 22 July 2017

Boa comida, melhor vista sobre Lisboa

O fight sobre o qual este vosso contador de histórias se irá debruçar,  será pleno de mística e carisma, não só pelo sítio em si, mas também pela localização e consequente vista sobre a cidade capital que proporciona. Chega de palhaçada e vamos até ao restaurante Chapitô á Mesa,  na Costa do Castelo … lolada com este trocadilho da palhaçada … ok, vamos lá ao que interessa.





Nome: Chapitô á mesa
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: nas imediações do Castelo de São Jorge, Lisboa
Comentários: com certeza para todos o nome Chapitô não é totalmente desconhecido e que está ligado as artes circenses e ao teatro e ele próprio uma viagem no tempo na própria cidade. Não espere leitor comensal que eu lhe explique de que forma acabou uma escola circense a gerir um espaço de restauração, de bom nível por sinal, pois não o sei e reconheço que não me dei ao trabalho de pesquisar. Mas não faltarão com certeza imensos resultados no Google prontos a suprir as necessidades dos mais curiosos. Eu simplesmente, fui num jantar de grupo do qual nem sequer participei na organização. O carisma inicia-se desde logo com a chegada ao local, mágico, em plena encosta do Castelo de São Jorge,  com uma magnífica vista sobre a baixa e a ponte 25 de Abril, que só a colina do Castelo pode providenciar. Desta noturna pois o fight era de jantar. 



A sala, a meia luz e de traça antiga, com as suas enormes janela permite ao comensal usufruir das vista que a localização única do espaço oferece. O staff muito atencioso encarna esta nova geração de profissionais que felizmente começam a abundar na nosso canal Horeca, rapidamente nos encaminha para as mesas preparadas de forma muito cuidada. 
O repasto iniciou com um carpaccio de polvo, algo novo para mim, servido com azeite português de boa qualidade. Tenro e com bom sabor a mar, foi acompanhado por um branco do Douro,  de nome Elan,  que revelou uma mineralidade adequada ao prato.
Para prato principal, um bacalhau em cama de legumes regado também ele  com o que de melhor Portugal produz em azeite, acompanhado pelo irmão tinto do Elan. Os taninos e fruta do Douro mostraram estar a altura da tarefa.
A generosidade das doses permitem saciar sem empanturrar. 
Para a finalização, um crumble bem estaladiço com bola de gelado,  bem equilibrado no açúcar maridou com um colheita tardia, cuja marca não retive mas que era de produção nacional… talvez um Malhadinha ou um Alorna. Importa reter que a carta de vinhos revela elegância e variedade onde poderá encontrar coisas menos usuais como um colheita tardia. 
Indo ao que interessa não se pode dizer que o Chapitô á Mesa é propriamente em conta. Os valores rondam os 30€/pax e podem subir com relativa facilidade se cuidados não forem tomados. Oferece no entanto uma boa experiência gastronômica com uma vista fantástica. 
Repeteco? para um momento especial a dois ou para uma jantar empresarial, é um sítio a considerar sem dúvida. 




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Sunday, 9 July 2017

Regresso ao passado na Baixa do Porto

Não preciso aqui voltar a mencionar a imensa transformação que o Porto sofreu nos recentes anos, fruto do boom turistico que de atravessou o país de forma geral e como isso naturalmente influenciou a oferta gastronómica da cidade. Hoje encontramos no Porto, porta sim porta não, todo o tipo de spots adaptados novo cliente que calcorreia a cidade, que é moderno, informado e exigente. O que realmente é interessante é que ao lado e em harmonia com os sushis, hamburgeres artesanais e as tapas e petiscos de fusão da nova onda conseguimos encontrar as casas do "antigamente" que continuam a apostar na simplicidade e arte de bem-fazer boa comida tradicional portuguesa. Hoje é dia de falar numa dessas (grandes) casas do Porto.








Nome: Abadia
Data da visita: Janeiro de 2017
Localização: Baixa do Porto
Comentário: num rua, que é mais um beco, que liga Sá da Bandeira com a Passos Manuel, há mais anos do que me lembro que podemos encontrar a Abadia, um icone da comida tradicional portuguesa e da propria cidade. A casa é imensa, mas mesmo assim é frequente assim encontrar fila de espera. Um elemento do staff, forçosamente energico e eficiente a distribuir os comensais, rapidamente nos encaminhou para uma mesa livre e colocou à disposição pão e broa de milho, enquanto analisavamos a ementa, composta por opções diversas de carne e peixe.  A escolha foi imediata e consensual e pendeu para um pijaminha. Iniciou-se o fight umas pataniscas de bacalhau e arroz de feijão vermelho, este cheio de sabor e cozinhado no ponto, ficando ligeiramente para o rijinho como eu gosto. As pataniscas, quentes e visivelmente acabadas de confeccionar, tinham bastante bacalhau e também elas com bastante sabor. Para segundo prato, as obrigatórias tripas à moda do Porto. Tinha de ser! Rica nas carnes, molho grosso, feijão cozido no ponto e um arroz branco al dente com bom sabor a louro ... top! Nota informativa: para mim a Abadia tem das melhores tripas que podemos comer no Porto. É uma opinião pessoal e qualquer um é livre de discordar, mas invariavelmente, as minhas visitas à Abadia começam ou acabam com tripas. Recomendação Lambetacho!
Toda esta festa de sabores foi regada com um clássico do Douro, um Kopke tinto 2013. Bons taninos e estrutura ideal para os pratos em causa. Aproveito para deixar uma nota sobre a carta de vinhos da Abadia: muito completa, com referencias de todo o país com especial atenção ao Douro, como não podia deixar de ser, a preços razoáveis. Sem desculpas, para não degustar de uma boa pomada.
Para a finalização, algo novo até para mim: rabanada poveira. Difere da tradicional rabanada feita em fatias de pão de forma, por serem usados pães normais, logo assume uma forma redonda. Bem regadas com calda e alguns frutos secos. Simplesmente, divinal!
A conta essa, ficou a rondar pelos 20€/pax, um valor mais do que justo e adequado face à qualidade apresentada.
Repeteco? Sim, sim e sem dúvida. Se é do Porto e não conhece, ganhe vergonha e meta-se a caminho. Se está de visita à cidade, não se irá arrepender.


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Tuesday, 9 May 2017

Petiscos & Pestiscos, Tomo III

Hoje adiciono mais um capítulo, ao conjunto de estórias dedicadas ás casas de petiscos que servem de porto de abrigo para almoços "rápidos" ou para "picar qualquer coisa " em fim de tarde, ... ou simplesmente a qualquer hora. O ratinho já está a dar de si? Se estiver pela zona da Maia gaste, ou melhor invista uns minutos, a ler as linhas abaixo.



Nome: Tentações das Bifanas 2
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: Maia, perto da rotunda do Catassol
Comentário: deve andar pela casa dos milhares as vezes que passei nesta rua, sem nunca ter reparado na Tentações das Bifanas, mais ainda por a casa ser perfeitamente visivel a quem circula ... uma falha imensa no meu sentido aranha. Mas lá chegou o dia em que sou chamado a cumprir o dever e ir conhecer esta tal casa, no centro da Maia, essa localidade plena de tradição gastronómica not!, onde se fazem uma bifanas muito boas ... praticamente ao nível de umas bifanas de uma outra casa muito conhecida na Invicta, que sem querer mencionar nomes termina em algo como "onga". Que nem S. Tomé é ver para crer e lá rumei. A casa é de decoração simples, despretensiosa mas funcional e com um ar novo e limpo. A clientela é no entanto a típica deste tipo de estabelecimentos, ou seja maioritariamente, para não dizer exclusivamente, masculina e com ar de quem ou largou a jorna à pouco ou está reformado. Não me interpretam mal ... não é uma crítica, muito pelo contrário. A casa tem bom aspeto!
Como seria de esperar, a bifana é o prato bandeira, mas não só de bifana se faz carta. Para este fight além da obvia, o papel de aconchego coube a um pratinho de orelheira com molho de salsa. - Salsa?! Exclamam com horror os leitores do sul ...sim! Não se esqueçam que é no norte, logo ninguem usa coentros! É um facto cientifico para o qual nem eu tenho explicação. Mas nada de negativo a apontar. Muito bom!
Relativamente à bifana ... muito boas, ... mesmo. A carne, super fina, desfaz-se na boca, cheia de sabor e muito equilibrio no picante. A dose é tão bem servida que o pão nem fecha, como é possivel ver pela foto. Like! Like! Naturalmente que não gozam da fama e difusão das bifanas da tal casa que mencionei acima, mas assumo que não ficam em nada atrás. Vale mesmo a pena.
Tudo isto acompanhou com àgua da nascente de Leça do Balio, não muito longe, a muito nossa Super Bock, na sua versão stout ... é preciso consistência para moer toda aquela proteína.
Não é facil apresentar um valor médio em fights com este perfil, pois depende do que, ou melhor do quanto, se comer e principalmente beber, mas os preços são os de mercado, com cada bifana na casa dos 3€ e tal e os pratos entre os 4€ e 5€. É perfeitamente possível fazer um snack ou uma versão máscula de um brunch e gastar algo na casa dos 12€/pax...depende.
Repeteco? Já o fiz! E estou a dar por mim a pensar quando irei para aqueles lados. Fui claro?

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Wednesday, 3 May 2017

DIY Sushi

Decidi iniciar o post de hoje recorrendo a um jargão da atualidade, representado pelo acrónimo  DIY, que por extenso significa: Do It Yourself, em pt-PT: Faça você mesmo. Isto e sushi na mesma frase despertou-lhe a curiosidade? Se sim, sugiro uma atenta leitura até ao fim.


Nome: Dominó Tasca Japonesa
Data da visita: Abril de 2017
Localização: Matosinhos, perto da zona da lota
Comentário: a oportunidade de visita surgiu a partir de um convite para ir conhecer uma nova forma de comer sushi, para os lados de Matosinhos. A nova forma é precisamente um Do It Yourself! Reconheço que inicialmente não sabia bem com o que contar. Imaginei logo um evento tipo workshop com as cobaias, quero dizer os participantes, em linha a seguir as instruções de um sushiman. Nem de longe. O Do It Yourself, é uma evento que ocorre no Dominó, ás quartas-feiras e Domingos ao jantar, segundo a proprietária por serem dias calmos que permite ao staff acompanhar calmante os comensais, sentados normalmente nas suas mesas. O Do It Yourself é portanto um prato do menu, disponivel apenas nestes dias em que a alga, o arroz e o peixe são servidos separadamente e fica ao cuidado do comensal a imaginação e criação das suas proprias peças. Estará com certeza o leitor a pensar, à semelhança do que ocorreu comigo: "ui,...eu irei conseguir fazer alguma coisa de jeito??". Sim, ... quer dizer, não ficarão com certeza peças tão direitinhas, como quando são feitas por um especialista, mas com a breve explicação dada pelo staff, ao fim da terceira peça, a coisa começa finalmente a tomar forma. 

O menú começa com uma tulipa de salmão, uma especie de folhado, de massa extra fina e estaladiça, recheada com salmão e uma base do que me pareceu queijo filadélfia. Estava muito bom e até aqui tudo servido já feito.  O segundo passo, o temaki já obrigava a sujar as mãos, e no verdadeiro sentido da palavra, pois a forma mais apropriada de montar a peça, é usando as mãos. Sobre a alga, coloca-se o arroz e o salmão a gosto. Depois basta enrolar a alga em forma de triângulo e fechar o cone. Uma salpicada de cebolinho e está pronto! Sabe mesmo bem, e efetivamente, e alinhado com a explicação dada, o facto da peça ter sido acabada de fazer, faz com que a alga fiquei mais estaladiça, pois não tem tempo de absorver a humidade dos alimentos e dessa forma, o paladar difere um pouco ao que estamos habituados...para melhor em minha opinião. Terminados os temaki é hora de passar ao prato principal, o sushi propriamente dito. Um prato com imensa diversidade desde a manga, espargos, sashimi de salmão, atum e robalo, vieiras, queijo que me pareceu ser de cabra ou ovelha, gambas, cebola caramelizada e 3 variedades de sementes. Para dar descanso às mãos, colocam umas quantas peças já feitas em que é só pegar e comer. No que à qualidade diz respeito, só coisas boas a referir. A frescura é mais do que evidente. Para montar as peças, a receita é a mesma ... usa-se as mãos para colocar o arroz na alga e depois é só construir a peça a gosto. Feito.

Para acompanhar, pode o visitante optar por chá, limonada ou vinho a copo, tendo sido esta a minha opção Havia duas ou três opções de vinhos, tendo a minha recaído num D. Ermelinda branco ... um valor seguro, vindo das Terras do Sado.
O prato deu luta e luta e rendeu bastante ... honestamente perdi a conta ás peças que construí e comi .. mas foram bem mais do que um tradicional menu de sushi. Ao ponto de não conseguir ir à sobremesa ... não é normal em mim.
No que a valores diz respeito, como não me coube a mim desta vez o ressarcimento financeiro pelos bens e serviços prestados, não sei ao certo valorizar este fight, mas uma breve pesquisa online dá para perceber que o menú  DIY custa 19,50€, o prato, mais 8€ o temaki. Se juntarmos uma sobremesa e uma garrafa de vinho, a coisa deve passar os 30€/pax. Um valor justo para o produto diferenciador que é oferecido.
Repeteco? Sem duvida! E fiquei com curiosidade em experimentar os restantes pratos e menús de sushi MBTS (Made By The Sushiman).



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Monday, 1 May 2017

Na cidade dos arcebipos

A narrativa que hoje aqui vos trago decorre na mui antiga e bela Bracara Augusta, atualmente conhecida por Braga, a cidade dos arcebispos. Uma pequena nota antes de avançarmos para a memória descritiva de mais um fight: Braga é uma cidade de que gosto particularmente! Compacta e não muito grande, que permite circular sem grandes preocupações de gestão de tempo e distâncias, como acontece com Lisboa ou o Porto, mas ou mesmo tempo é um cidade que tem TUDO: animação, vida noturna, cultura, economia  e acima de pessoas. E fazendo jus ao seu papel de capital do Minho, possui uma imensa diversidade de spots gastronómicos, do mais tradicional ao mais internacional e vanguardista. Enfim, deixo a dica para visitarem e formarem a vossa própria opinião.





Nome: Migaitas Salão Champagne
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: Braga, perto do centro
Comentário: O Migaitas Salão Champagne está integrado no edificio do Hotel Villa Garden, a minutos a pé do centro histórico de Braga, um palacete do século XIX imaculadamente recuperado, sendo que o restaurante é acessível do exterior e aberto ao publico geral. O espaço é amplo, com chão em soalho e uma decoração contemporanea, e mesas redondas dispostas pelo espaço. Chamo a atenção que este fight decorreu em Dezembro, precisamente na semana anterior ao Natal, que como sabem é o periodo em que tipicamente decorrem os jantares de Natal de empresas e grupos de amigos. Essa imagem estava refletida na configuração da sala nessa noite, composta essencialmente por grupos, alguns razoavelmente numerosos ... e o motivo pelo qual assumo já que foi um jantar desconfortável e não fosse o facto da comida ser realmente boa, um desastre completo. É que pelas 22h os decibeis na sala, rondavam o medicamente desaconselhável e já havia inclusivé grupos de pé o tempo todo aos berros a fazer o sempre rídiculo "e quem não bebe não é da malta...". Bom, mas falemos da comida.
Umas simples azeitonas e pão para molhar em azeite, enquanto analisava a carta, que continha alguma referências de peixe e carne, onde podiamos optar entre pratos mais tradicionais da cozinha portuguesa e outros mais internacionais. Um houve que me chamou a atenção e despoletou interesse imediato: o Bife Wellington. Quem não conhece, é um naco de carne de vaca de 1º categoria, mal passada e envolta em massa folhada. Nesta versão, era ainda regado com um molho espesso que me pareceu ser à base de queijo. Acompanhava com grelos e batata frita. Nada de mal a apontar, muito pelo contrário: a carne era de primeirissima qualidade e cozinhada no ponto, mais para o crú, como é da minha preferência e todo prato estava repleto de sabor. Like! Para acompanhar este portento, uma 0.37cl de Esteva, um valor seguro vindo do Douro. Sim, estava no Minho e mandei vir Douro ... vai contra os meus principios, verdade...mas era a unica opção para uma 0.37cl ... caso contrário teria de tratar de uma 0.75cl a solo, o que não sendo impossível, não era o espírito da noite. Se bem que talvez tivesse sido uma forma de "amortecer" o barulho imenso que toda a refeição se fez sentir ... ou de conseguir ignorar o constante movimento de pessoas a circular entre as mesas ...
Para finalizar, decidi seguir a sugestão do empregado, um doce da casa, que vim a verificar ser à base de café. Estava bom e era visivelmente caseiro e bem confeccionado.
Em suma, nada tenho de mal a dizer sobre a comida, muito pelo contrário, mas o ambiente foi do pior a que já assisti na minha vida adulta ... só faltava alguem a vomitar, para ser uma viagem aos jantares de curso nos tempos da faculdade. Quero porém acreditar, que tive azar no dia, pois tudo no local aponta para ser um sítio calmo, integrado num dos melhores hoteis de Braga.
A conta? Ficou na casa dos 25€/pax, que não sendo um valor propriamente em conta, está alinhado com a qualidade proporcionada ... claro que tive que juntar os € da consulta do rastreio audittivo que tive de fazer depois, mas isso não conta...
Repeteco? Enquanto me lembrar da experiência tenho dúvidas que sinta vontade de voltar, mas não deixe o leitor/comensal de ver por si, pois no que à qualidade da comida diz respeito nada a apontar e pode ter-se dado o caso de ter tido um azar monumental motivado pela altura do ano.


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Saturday, 8 April 2017

Especialidade: vitela. Onde: Invicta

É fã de carne? Já ouviu com certeza ouvir falar da vitela arouquesa, cuja imagem de marca é ser servida à colher para atestar a sua tenrura, proveniente de exemplares bovinos que habitam as terras de Arouca. Se sim, e quer saber onde pode comer tal pitéu na Invicta, então deve ler esta história...se não...deve ler na mesma, pois tá out e a ser prejudicado por isso.





Nome: O Caetano
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: Porto, zona das Antas
Comentário: devo ao longo da vida ter passado, inumeras vezes, á porta do Caetano localizado no topo da Avenida Fernão Magalhães, e só muito recentemente se proporcionou uma visita, desta em grupo relativamente grande e com a particularidade de ter sido em dia de jogo da Champions! Quem conhece a cidade do Porto, sabe que a zona é a walking distance do Estádio do Dragão e que em dias de jogo, principalmente de jogo grande, a zona fica entre o complicado e o intransitável. Esqueça portanto o estacionamento à porta, seja o dia a que for. Ora nem mais, foi este fight precisamente em dia de Liga dos Campeões, colocando em casa em estado vibrante ... bom para quem aprecia, menos indicado para quem buscava repasto calmo. Como era jantar de grupo, a reserva estava feita e um menu mais ou menos pre-definido. Foi servido um conjunto de entradas composto por rojões, presunto, rissois, chamuças, bolinhos de bacalhau e não poderia faltar as belas tripas à moda do porto. Tudo bom e notoriamente fresco. Para prato principal a escolha foi naturalmente para a vitela assada, o prato bandeira da casa. A promessa foi cumprida .. uma carne tenra, suculenta a desfazer ao toque da colher ... aquilo que esperamos da qualidade arouquesa. Servida em travessa de barro a fazer-se acompanhar por batata assada, arroz de forno e grelos. Nada de menos positivo a apontar. Para acompanhar o repasto, foi-se alternando entre o branco e o tinto da casa, uns vinhos frescos e jovens, servidos em garrafa sem rótulo cuja origem desconheço que cumpriram o seu papel sem grandes pretensões a serem aclamados os vinhos do ano.
No que a sobremesas diz respeito, a escolha anda sobretudo à volta dos doces tradicionais e usuais, tendo a escolha caído para o clássico cheesecake ... bom, mas sem entrada para o pódios dos cheesecake.
Não podia terminar esta minha narrativa sem uma palavra descritiva sobre staff que se mostrou sempre eficaz e disponível, mesmo com a casa cheia.
O finalmente, ficou ligeiramente abaixo dos 20€/pax, um valor muito em conta face à refeição providenciada.
Repeteco? Sim, voltarei. Não por ter sido um fight verdadeiramente diferenciador ou extraordinário, mas porque serve carne de boa qualidade com boa relação preço/qualidade e tem uma localização estratégica.



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Monday, 3 April 2017

Petiscos & Petiscos, Tomo II

Depois de uma semi-longa paragem nas narrativas deste vosso contador de histórias de tacho e petiscos, eis que regresso com uma estória passada em mui nobre buraquinho, em plena baixa da nação azul e branca...





Nome: O Buraquinho
Data da visita: Janeiro de 2016
Localização: Praça dos Poveiros, Baixa do Porto
Comentário: em zona densamente provida de tascas e tasquinhas, o fight inicia-se com uma descida,  a uma casa já com uns anitos de vida, mas há semelhança de outras na Invicta, soube reinventar-se para dar resposta à nova movida que a capital do norte tem conhecido. Quando há pouco mencionei que a visita começa com uma descida, é no sentido literal das palavras ... a sala de pasto com não mais que umas dezenas de metros quadrados, é no piso -1 do edifício, sem qualquer ponta de luz natural ... começamos a perceber o porquê de se chamar "buraquinho". Se é claustofófico, aguente mais um pouco, que o palhete da casa vai ajudar a relaxar e descontrair.
Como disse, o espaço não é imenso e as mesas não são em grande numero, apesar de o balcão ser também um ponto de poiso, para quem não pretende ficar e demorar. A clientela é uma ilustração do típico clash entre mundos que observamos neste tipo de casas: do verdadeiro tripeiro morador na zona, ao turista de smartphone com a página do tripAdvisor aberta ...
No Buraquinho é possivel comer uma refeição completa mas é nos petiscos que casa ganhou fama, sendo o prato bandeira da casa o "combinado"! Há em 3 tamanhos do pequeno ao grande, com o médio a intervalar. Neste fight específico, fomos num médio que consiste num prato de dimensões equivalentes a um de sobremesa repleto das mais variadas carnes de porco, do rojão, orelheira, bucho, tripa, morcela ... you name it! É como se comessemos um cozido bastante rico mas sem a batata e os legumes. Dinamite puro! Carnes boas e suculentas cheias de sabor. Para acompanhar, um vinho da casa, uma especie de palhete servido bem fresco, muito semelhante ao espadal, mas com origens no Douro, ali para os lados de Foz Côa se não me engano. Um broa de milho fresca, faz o resto das delicías.
Ainda não foi desta, mas está apalavrado a mim mesmo umas papas de sarrabulho para aconchego em fight futuro.
O preço final vai naturalmente variar com o que comer e beber, mas neste caso um combinado médio (5,50€) com uma jarro de litro da pomada ficou na casa dos 8€/pax. O combinado grande é servido num prato ladeiro, pelo preço de 10€ e dá perfeitamente para pestisco a 3 comensais, ou 4 se forem mais comedidos. É justo! Vale bem o preço.
Repeteco? Acabei acima de dizer que sim! Saida pela baixa, é frequentemente sinónimo de paragem no Buraquinho.


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Sunday, 5 March 2017

Um combo de marisco e espumante na Invicta

Adoro o que fizeram em alguns dos antigos mercados das nossas cidades. Se verdade é, que há o risco de descaracterizar espaços tradicionais, por outro lado foi a (única) forma de revitalizar locais, muitos devolutos, e entregues à desertificação. Aceito que cada caso é um caso, e no caso do Mercado do Bom Sucesso, em plena zona da Boavista na naçon azul e branca o resultado é fantástico. Um outrora espaço sem carisma passou a hot spot da cidade onde não falta oferta para todo o tipo de tapas, petiscos e bebidas.


Nome: Mariscaria Bom Sucesso & Tendências à Mesa
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: Mercado do Bom Sucesso, zona da Boavista, Porto
Comentário: esta minha prosa de hoje não se refere a um estabelecimento específico ... quer dizer, claro que é relativo a uma, ... não, ... duas, casas do espaço Mercado do Bom Sucesso, um exemplo como o próprio nome remete, de sucesso de reabilitação urbana que tem atravessado as nossas urbes nos ultimos tempos. O edifício, outrora usado para a comercialização de todo o tipo de frescos e viveres, foi convertido num espaço com lojas dedicadas à cultura e moda, uma imensa praça da alimentação e onde não falta um trendy hotel, o Hotel da Musica.
Nessa praça da alimentação, pode o comensal/veraneante encontrar todo o tipo de oferta gastronómica do sushi ao leitão, doçaria de todo o tipo e bebidas. Espumantes? Há! Gin? Fácil. Vinho? Tinto, branco ou rosé? Em dias da semana, principalmente à hora de almoço, o espaço está constantemente congestionado, mas fora dessas horas e mesmo ao fim de semana, facilmente se arranja uma mesa. A minha proposta de hoje é um combo de marisco com um bom espumante da Bairrada. Soa bem, não?
O marisco fica a cargo da Mariscaria do Bom Sucesso, um branch do grupo que detém a marisqueira Gambamar, alvo de um post passado. Uma sapateira recheada, gambas e perceves cuja frescura é mais que evidente, por 17€. Mesmo em frente encontramos o Tendências à Mesa, uma especie de wine e cocktail bar, onde podemos adquirir uma 0.75cl de Quinta Mata Fidalga, um espumante de entrada de gama, fresco e com boa acidez pelo preço de 8€, onde não faltará o frappé com gelo para manter a temperatura nos ideais 6º - 8ºC, a temperatura indicada para este Bairrada.
Contas feitas, por 25€ conseguimos fazer uma bela tainada de marisco e espumante, que para petisco ou mesmo como refeição ligeira dá perfeitamente para dois, por isso o custo vem para metade. Vale bem a pena!
Repeteco? Sem dúvida!


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Mariscaria Bom Sucesso Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Tuesday, 28 February 2017

O Minho no coração de Lisboa

Ali bem no centro de uma das mais nobres zonas da nossa cidade capital, imagem de uma modernidade e crescimento de outrora, encontramos um spot de carisma inegável que reza a história foi fundada por minhotos que tentaram a sua sorte na metrópole há já largos anos e que quiseram deixar a marca das suas origens no nome da casa da qual hoje falaremos. Rumemos ao bairro de Alvalade, Lisboa. 




Nome: Os Courenses
Data da visita: Novembro de 2016
Localização: bairro de Alvalade, Lisboa
Comentário: como é e esperar o estacionamento está entre o impossivel e o obrigatoriamente pago, dada a localização da casa, a qual tinha sido nomeada para um almoço de recobro e recompensa depois de uma longa e dura manhã. A lotação da sala de dimensões generosas e com uma decoração a privilegiar a acomodação de um grande numero de comensais, é o primeiro sinal que as expectativas não seriam defraudadas. A clientela era bastante diversificada, desde os suits evidentemente em almoços de trabalho, aos casais de idosos prováveis residentes da zona, a usufuir da sua refeição na maior das calmas. A espera portanto, é a modos que inevitável.
Sentados e instalados, somos atendidos por um energético funcionário que adivinhando os nossos pensamentos  deixa na mesa uma cesta de pão fesco e queijo fresco com o verdadeiro acessório de degustação, entenda-se o sal e pimenta. Deu para enganar a (muita) fome enquanto avaliavamos a ementa, bastante diversificada tanto em peixe como em carne e toda ela à volta dos simples e honestos pratos da comida tradicional portuguesa!
A minha opção foi para o very tradicional lombo de porco assado com arroz e batata assada, fazendo-se acompanhar por umas migas de grelos e feijão frade e por uma fatias de um suculento tomate coração e boi, visivelmente de produção caseira, daqueles que dá vontade de comer ás fatias per si só.
Nada de mau a apontar. A simplicidade e honestidade (falarei aqui um dia melhor do conceito de honest food) do prato, pleno de sabor, mais parecia remeter para um almoço em família ao Domingo, do que propriamente a um almoço em dia de trabalho na movimentada Lisboa. A carne estava assada no ponto, não estando nem um pouco seca. Há arte e mestria com certeza. Bom, bom, bom.
Para acompanhar, foi depositada toda a confiança no vinho de recomendação do dia, um Terras de S. Miguel, oriundo do Dão. Um tinto cheio de estrutura e taninos que conseguiu domar na perfeição o prato. Não conhecia este rótulo, reconheço ... há que valorizar quem dá a conhecer vinhos menos conhecidos das regiões menos consensuais.
A finalização coube ao tradicional doce da casa, também o tradicional triunvirato de natas, doce de bolacha e leite condensado. Muito bom mesmo, com evidente mão doceira. Entrou para o meu top  dos tradicionais doces da casa.
A conta ficou a rondar os 20€/pax, um valor não propriamente baixo, para um spot do dia a dia, mas que valeu cada cêntimo ... bom, muito bom.
Repeteco? Sem duvida! Uma referência a reter para quando estiver na zona.


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Thursday, 2 February 2017

Petiscos & Petiscos, Tomo I

Andava já há algum a ponderar dedicar uma serie de capitulos, a casas de pasto onde poderá o comensal picar uns petiscos e bebericar umas pomadas, em fim de tarde ou mesmo a meio da manhã. Na pratica uma versão menos "amaricada" (desde já as desculpas à comunidade LGBT, pela utilização do termo) dos brunchs que populam nas nossas cidades. Se para si, um petisco é uma fatia de quiche de espinafres, uma salada de fruta e um sumo detox...então isto não é para si!


Nome: Taxca A Badalhoca, na Baixa
Data da visita: Outubro de 2016
Localização: Baixa do Porto
Comentário: A Badalhoca é uma das mais carismáticas casas da Invicta. O nome em si, já eu vi e ouvi, é a modos que assustador para alguns ... afinal de contas o termo "badalhoca" remete para imagens mentais a modos que desagradáveis, ainda para mais num estabelecimento de restauração. Mas pode o leitor/comensal estar descansado, pois a casa cumpre todos os requisitos de higiene da restauração moderna ... é só mesmo um nome.
A casa-mãe da Badalhoca está localizada para os lados da Boavista, porém este fight teve lugar na sua subsidiaria, mais recente, na zona da baixa do Porto, na Rua da Picaria, bem no coração da louca movida da cidade. Pode portanto contar com uma clientela jovem e muito turista de smartphone na mão com o Tripadvisor a bombar!
O serviço funciona numa logica de escolha dos pratos e pagamento ao balcão, ficando a cargo do cliente a instalação numa mesa, tarefa nada facil devido ao elevado numero de clientes para a dimensão do espaço. Aliás, este foi o aspeto que menos me agradou, pois não acho particular piada quando chega ao momento de um refill da caneca de espadal, ter de levantar para ir para uma fila que poderá ter um comprimento razoável para depois regressar.
Como o momento era de lanchinho pré-jantar, a escolha foi para a inevitável sandes de presunto, a imagem de marca da casa e um pijaminha de pestiscos:

  • bacalhau desfiado com cebola e grão de bico
  • orelheira com salsa e cebola
  • polvo com salsa e cebola
Tudo bom e com bastante sabor. Nada de negativo a apontar. A sandes de presunto conseguiu passar a mensagem e justificar porque deu nome e trouxe fama a esta casa. Like!
Tudo isto a acompanhar por vinho espadal servido fresco e em canecas de cerveja, uma forma atipica de servir vinho. Like de novo!

No final, a conta ficou a rondar os 10€/pax, um valor justo e alinhado com o mercado. 
Repeteco? Sem duvida. Se andar pela baixa do Porto e o ratinho aparecer, a Badalhoca é uma escolha acertada.


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Sunday, 15 January 2017

Tradição com estilo na terra dos pastorinhos

Responder se em Fátima se come bem, é para mim um pergunta nada fácil de responder. Estratégicamente localizada no centro do país, com faceis acessos por auto-estrada, principal ponto de peregrinação e turismo religioso há centenas de casas e restaurantes onde é possivel usufruir de uma refeição. Grande parte são armadilhas à espera do cliente de 1ª e unica vez, mas seja feita justiça, não são todos assim. Este relato será sobre um spot previamente recomendado, já com alguns anos de porta aberta, à saida de Fatima em direcção a Mira de Aire.

Bacalhau com natas e camarão

Nome: Tia Alice
Data da visita: Setembro de 2016
Localização: Fátima
Comentário: a configuração do edifício onde se localiza o Tia Alice, não é facil de interpretar à primeira tentativa, pois para se aceder à sala de refeições é necessário descer para o piso inferior e aguardar junto a uma porta que sejamos recebido pelo staff.

Cheguei inclusivé a pensar se não me teria enganado na porta, porém rapidamente somos abordados por uma funcionária que nos avisa que a casa está cheia mas que aguardassemos que iriam abrir uma nova sala para nos instalarmos. Deu para perceber que estava casa cheia e que reserva é sempre aconselhável. Aguardamos uns bons minutos que aproveitamos para apreciar a decoração onde constavam algumas pinturas. Entretamos somos conduzidos para a sala, que ao momento e por ter sido aberta com o propósito de nos receber, estava completamente vazia e em modo de exclusividade para nós. A decoração, muito cuidada e com predominância dos tons claros como o branco, pastel e creme ajudavam a uma boa  luminosidade da sala, com vista para um jardim lindíssimo.
Manteiga de alho e manteiga natural
O esmero na decoração estendia-se às loiças e roupas usadas nas mesas ... e começamos então a pensar em quanto ficará a conta no final disto tudo!

A carta é de comida tradicional portuguesa e não sendo muito extensa possui alguma diversidade de carne e de peixe. 
Pormenor da loiça para crianças
A escolha foi para o prato especialidade da casa, o bacalhau com gambas gratinado no forno e para a açorda de bacalhau.


O bacalhau estava bastante bom com as gambas de bom calibre cozinhadas no ponto, estando ainda bastante rijinhas, ao meu gosto. Foi servido com grelhos salteados, cuja acidez ajudou a equilibrar a gordura das natas. A dose, para duas pessoas, era suficiente para saciar dois bons garfos.
Também a açorda de bacalhau agradou bastante. Cheia de sabor, foi servida num tachinho de barro que lhe conferiu um ar castiço.

Bacalhau com gambas gratinado

Açorda de bacalhau


A carta de vinhos, acompanhando as restantes linhas orientadoras da casa, tinha grandes nomes da enologia portuguesa com preços a acompanhar a grandeza dos mesmos, o que ajudou a optar pela sugestão da casa, um Herdade de Grous single oak com o nome da casa, uma das opções mais em conta de toda a lista. Comparativamente, entenda-se ... pois o "em conta" traduz-se em 20€ por garrafa. Mas que não fiquem dúvidas que a fruta e os bons taninos deste portento alentejano estiveram mais do que bem a domar os dois pratos de bacalhau. 

Queijo
As escolhas para o encerramento foram para o leite creme, evidentemente acabado de queimar e para o prato de queijo com figos pingo de mel, compota e tostas. O queijo foi um preciosa ajuda para garantir que nem uma gota do Grous voltava para trás. 
Leite creme

Tudo delicioso e sem nada a apontar!

A conta foi ao encontro das expectativas que se foram formando ao longo fight ... 30€/pax! E só não foi mais, pois num grupo de cinco havia duas mulheres e uma criança, pois se assim não fosse não tenho qualquer duvida que a coisa pudesse facilmente chegar aos 40 e tal por pessoa!

Repeteco? O Tia Alice, é um bom restaurante. Boa comida e excelente serviço, mas os preços são demasiado elevados. Ali bem perto no Crispim também se come muito bem e bem mais em conta.

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